domingo, 21 de dezembro de 2008

42ª Corrida Sargento Gonzaguinha - 14/12/2008

Eis que para finalizar o ano celebrando com muita saúde, festa e superação, enveredei de correr a Sargento Gonzaguinha 2008, uma corrida muito tradicional em São Paulo que homenageia a iniciativa de um sargento atleta e já parte para a 42º edição.

Domingão, fim de ano e tal, tempo nublado perfeito para correr, o local de fácil acesso foi um diferencial, 06:00 já estava de pé me preparando pra o último desafio (oficial, hehehe) do ano.

Bom, agora que já sou "macaco velho" nas corridas (até parece), já estou me sentindo em casa quando rola um evento desse tipo. Olha está fazendo diferença mesmo, me concentrei bem e não vacilei no aquecimento, larguei meio atrás mas pelo menos os músculos estavam bem aquecidinhos.

Dada a largada o que eu mais queria era abrir caminho pra baixar meu tempo...no percurso vc vê de tudo...sabe quem eu acabei encontrando por lá? O papai noel da volta da pampulha, aquele mesmo que estava "causando" entre as tiazinhas de BH, hehehehehe, cumprimentei o bom velhinho e segui em frente.

No meio do caminho a gente sempre encontra aqueles adversários pessoais...é mais ou menos assim: você olha pra alguém que está a sua frente, tenta ultrapassá-lo e depois começa um "racha" entre vocês dois.

Pois bem, os rachas que peguei nessa corrida foram bem duros viu, nossa, perdi uns dois e em outros quase desisti. Mas corrida é isso mesmo, superação e perseverança.

A prova até que era curtinha, 15 km, e eu estava doido pra ficar abaixo de 01:00:00. É impressionante como no final eu consigo me concentrar mais e baixar os meus tempos, acho que preciso mesmo é descobrir como distribuir as energias durante a prova toda, pq no começo sempre estou um pouco mais lento.

Olha, o cenário estava longe de ser "belo", sei lá nem bonzinho era, rsrsrsrs. Ah meu, fala sério né, Marginal Tietê, acho que baixava o meu minuto por km pelo mau cheiro que vinha do rio e pela vontade de terminar logo a prova, rsrsrsrs.

Mas eu curti bastante, sempre é bom poder correr por lugares onde, normalmente, só correm os carros dos paulistas sempre apressados!


Como não poderia deixar de ser, no km 13 eu já era só coração, ultrapassei uma galera mas, infelizmente, por 19 segundinhos não consegui ficar abaixo de 01:00:00. Como diria o Boça: Ah não meu, puta mundo injusto !!!! Dezenove segundos, vc tem idéia do que é isso? Ah e ainda alguns metros antes de cruzar a linha de chegada eu estava pra ultrapassar um tiozinho...pô ele me olhou com cara feia e disparou na minha frente...na contagem oficial ficou 1 segundo na frente, rsrsrsrs.

Ah meu mas sabe, foi muito bom! Terminei a prova em 01:00:19, meu melhor tempo pros 15 km. Tá ótimo. Finalizar o ano de 2008 com mais essa vitória celebrando uma vida com muita saúde e superação.

Assistindo a premiação ainda encontrei um amigo de corrida, o Bruno, que foi com a gente na excursão pra BH fazer a Pampulha; puta coincidência. Outro cara que foi contaminado pelo "vírus do life is run", essa galera vc reconhece logo!!!!

O ano de 2008 já está partindo...pra mim, muitas mudanças, vitórias e descobertas. Não dá pra dizer que TUDO foi muito bom, o finalzinho poderia ter sido um pouco diferente, mas no geral posso fazer uma comparação com as corridas. O ano começou conturbado e depois meio devagar...muitos desafios e tensão, porém, no final, tempos baixos e alto desempenho, conquistas e auto-conhecimento; saldo muito bom!!!!

É isso aí, não tem jeito mesmo, quanto mais eu reflito mais eu me convenço...minha vida é esporte, dedicação, perseverança, superação e fé.

Dessa vez num tem vídeo de chegada...mas tem fotinho, rsrsrsrs, meu tempo 01:00:19, 218º no geral (de 2212) e 33º na faixa de 25-29 anos.

Feliz ano novo....próspero e corrido pra todo mundo !!!! É isso mesmo, que venha 2009 pq:

My life is running!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Volta Internacional da Pampulha - BH - MG - 07/12/2008

Nada melhor do que uma corrida "fora de casa" pra encerrar com chave de ouro o ano de 2008; ainda mais em se tratando da Volta Internacional da Pampulha em Belo Horizonte, MG. São 18 km de muita pista plana em volta da lagoa, muita festa, animação e competitividade na capital de Minas Gerais.

Minha história de hoje começa na Barra Funda, SP. Fui ao encontro do pessoal da excursão da Mesquita Turismo (recomendo), minha primeira viagem com eles (e a de muitos no ônibus), 22:00 e eu já queria uma caminha. Todos a bordo, então vamos nessa!

Pegamos a estrada em direção à BH, e no DVD do "bus" já rolava um clima de festa no melhor estilo anos 80 (festa Ploc), com muito, Sérgio Malandro, Paquitas (ui, ui), Polegar e umas outras bandas que eu já não conseguia reconhecer. Embalado pelas nostálgicas lembranças de infância (e pelo balanço gostoso do bus), apaguei rapidinho.

Viagem longa até BH (8 horinhas), chegamos lá no hotel por volta das 07:30 mas minha noite não havia sido tão boa, apesar do ônibus ser bem legal, os bancos eram meio apertados, o cobertor parecia uma lona e o travesseiro um pedaço de isopor, huahauahauha!

Mal chegamos no hotel e já partimos para o café da manhã...depois, correndo pra Lagoa da Pampulha pra retirar o kit da corrida. Chegando na lagoa, o clima já era de pura competição. Uma galera correndo de bike, vários ônibus do Brasil inteiro estacionados por todo lado e até o Franck Caldeira estava lá fazendo um "esquenta" para corrida no domingo. Ah, o esqueleto, o palhaço e o homem planta tb estavam lá fazendo festa antes da corrida, rsrsrsrs.

Pegamos os kits e corremos pro hotel pra descansar, eu assisti um filme e depois fui dar umas voltas pelo centro de BH pra conhecer o local. Resumindo, MUITAS mulheres bonitas e um pessoal super bem humorado que me recebeu muito bem no melhor estilo mineirimm!

Ainda no hotel, conheci o meu companheiro de quarto, ele era de Juiz de Fora, uma figura do bem, conversamos pra caramba e fiquei sabendo que lá eles possuem um ranking de corridas muito legal. Espero encontrá-los em outras corridas da vida, essas amizades são muito legais!!!!

Bom, vamos à corrida. Domingão chegou, 06:00 todo mundo tomando o café e partindo pra lagoa. Chegamos em um horário super bom, o clima estava ideal pra correr, segui até a linha de largada com alguns companheiros aqui de SP mas depois do aquecimento nos perdemos. Larguei na marca dos 5 minutos, posição consideravelmente boa pq com 2 km o tráfego na minha frente estava bem leve e pude começar a minha corrida.

Sinal da cruz e vamos nessa. Pra variar, muita gente parando logo após a corrida pra fazer xixi, pô ficam se enchendo de isotônicos, barras de cereal e gel antes da prova e na hora de correr o nervosismo atrapalha mais do que os suplementos ajudam. Concentração é o segredo o resto é resto.

No começo da prova eu fui meio conservador, não conhecia bem o percurso e então preferi não me arriscar. Muita festa e "zuação" com o Batmam e com o Papai Noel que quase saiu casado de lá. Bom, já passava da marca dos 12 km quando comecei a apertar o ritmo, estava me sentindo bem e então procurei baixar o meu tempo.

Aos poucos fui passando por uma galera que tinha me ultrapassando quilômetros antes...dessa vez soube dosar o ritmo e impor a minha frequência, pouco a pouco vários ficaram pra trás. Nos 15 eu já era só coração, estava fechando 3 minutos e poucos por km mas já via que não conseguiria completar a prova abaixo de 01:10:00.

Paguei o preço por não ser mais ousado; ficou uma lição que serve pra minha vida!!! Agora eu brigava pra ficar abaixo de 01:15:00. Passando pelo km 17 eu já nem era mais coração, só emoção mesmo, apertei o ritmo de um jeito que nem eu acreditava, acho que fiz o km mais rápido da minha vida.

Fechei a prova em 01:12:48, um ótimo tempo, pelo menos pra mim; feliz, alegre e com muita paz no coração.

Voltei pro "bus" e fui me trocar pra esperar o resto da galera chegar. Pouco a pouco os guerreiros voltaram, cada um com sua medalha no peito, sorriso no rosto e muitas histórias pra contar.

Essa corrida foi um marco na minha vida, me diverti pra caramba e conheci muita gente legal, cada um com um estilo, com uma história diferente mas todos unidos por uma mesma paixão, a corrida!

Espero encontrá-los em outras provas...
Minha vida passou por uma reviravolta (mais uma) muito grande em 2008, "muitas conquistas" e apenas uma perda muito dura. Na última corrida do ano, ganhei alguns presentes, novos amigos, uma experiência de vida muito boa e mais uma prova pra correr dia 14/12, huahauahahua!

;)

Não tem jeito mesmo viu.

Running it's my life !











segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Corrida 10 km BRASIL 2008 - 09/11/08

Corrida Viva Feliz! Embalados por esse título algumas centenas de pessoas se reuniram no Ibirapuera para celebrar o bem-estar que uma vida saudável pode nos proporcionar.

Apesar de não estar tão "feliz" assim (coração trincado) também me juntei a essa multidão para encarar esses 10 km's em uma prova rápida e forte.

O dia estava gostoso, muito sol, porém, sem ser desconfortável. Começamos com um aquecimento comandado pela organização da prova...super animado, tirando a parte é claro em que as orientadoras pediram para cumprimentar o colega do lado e a outra em que precisávamos nos apoiar no ombro da pessoa ao lado para poder alongar as pernas. Não consegui localizar uma só pessoa que tivesse disposta e interagir com desconhecidos desta forma tão repentina. Que clima frio, acho que os paulistas precisam "se dar" um pouco mais, menos desconfiança e mais amor no coração.

Bom, tirando essa reflexão, a prova foi bem gostosa. No início da prova eu estava meio frio, devia ter me aquecido mais (alguns trotes) minutos antes da largada, porém, quando entrei no ritmo aí tudo ficou melhor. No meio da multidão alguém gritou: Corridinha mixuruca não da nem pra cansar, se ficar nesse passinho, já vou te ultrapassar. Sempre tem alguém pra soltar esses gritos de guerra que empolgam a galera, rsrsrsrsrs, me empolguei e abri distância.

Disputei uma posição bem brigada do quilômetro 4 até o 7, quando começou a subida da Av. Rubem Berta, muita gente que vinha num ritmo forte entregou os pontos por lá. Depois do 7 ultrapassei um pelotão em que estava a Cristiane Batista (2º lugar no feminino geral) e aí colou comigo um competidor que me acompanhou até a linha de chegada.


Travamos uma batalha ferrenha, eu, inexperiente, procurei sempre manter a frente, enquanto ele, mais velho, guardava algumas energias pro sprint final. Neutralizei algumas tentativas de ultrapassagem mas, o grande momento ainda estava por vir.

Quando entramos na rua da Assembléia Legislativa arranquei de vez e me desprendi dele, porém, nos 50 metros finais dei uma relaxada e quando vi, estávamos numa arrancada alucinante pra disputar a chegada. O locutor da prova anunciava: essa briga é boa, essa briga é boa; estávamos sós, corpo a corpo e no final, por 1 segundo, isso mesmo, 1 segundo, fui ultrapassado quase sobre a linha de chegada.

PUTZ, não acreditei !!!! Tanto esforço pra perder a posição na passada final !!!! O cara ainda falou: desculpa, eu não queria mas tive que te ultrapassar! Não queria? Pô, claro que queria, srsrsrs. Pra mim ficou uma grande lição: seja menos ansioso e aplique melhor a seu energia nos momentos realmente importantes.

Valeu a pena, adrenalina a mil, adorei a corrida, rápida e inteligente, fiquei em 76º e em 11º na minha faixa etária (25-29). Meu tempo líquido, 00:39:54, poderia ter sido bem melhor.

;)

Running it's my life


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A minha história é Fo$#@da!!!

Um dia desses as circunstâncias da vida me fizeram refletir sobre algumas comparações que costumamos fazer quando passamos por momentos de ansiedade ou depressão; sabe como é, aquele velho dia de sol cinza.

Não é difícil me pegar fazendo comparações entre a minha vida (passado e presente) com a história dos outros. Conquistas, dificuldades, amores, prazeres, provações, sempre estamos procurando comparar para termos uma referência sobre nós mesmos; seja para menosprezar o trabalho do outro ou para depreciar a nossa própria história, uma hora ou outra todo mundo já fez isso.

Foi num momento louco destes que lembrei de uma música do Rappa que fala assim: "[...] pois a vitória de um homem as vezes se esconde, no gesto forte que só ele pode ver". Ah, nesse momento isso soou pra mim como o ranger de portas se abrindo...enfim eu superava mais uma barreira em minha vida e podia enxergar mais longe.

Chega de comparações, de que fulano é isso, de que a história dele é de bandido, de mocinho ou de playboizinho, chega! Fo%$#$#da mesmo é a minha história! O meu corre é de guerreiro.

Pelo que eu passei, ninguém passou...nas dores e amores, nos sonhos e temores foi o meu coração que bateu forte, o meu sangue que ferveu e a minha razão que decidiu entre o certo e o errado. Ninguém viveu nada por mim, essa é a minha vida, minha verdade, minha história...e te digo, ela é Fo%$#$#da!

Um dia todo mundo passa pela sua prova de fogo, cada um do seu jeito, cada um na sua realidade, cada um no seu mundo e em busca da sua verdade. Quem sofreu mais, Jesus na cruz ou Judas no travesseiro? Quem sabe você, trabalhador ou bandido, corajoso ou covarde?

Bote fé amigo, "a sua história é que é Fo%$&#da de verdade", isso não é muleta ou pretexto pra "fazer merda", lute com fé, honra e de coração aberto, eu sei que você pode.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O amor é uma dor?

Impossível passar indiferente em relação ao sequestro passional que acabou com um final trágico na cidade de Santo André; trágico para os "dois jovens" que perderam suas vidas neste incidente.

Acompanhando o caso dia a dia, tentei refletir sobre o que estaria movendo o rapaz a tomar uma atitude com essas proporções: seria amor ou dor?

O interessante é que no decorrer do caso, tive uma experiência parecida com a de Lindemberg, o fim (ou um tempo, quem sabe) de um relacionamento em que eu estava muito envolvido. Ao escutar as palavras do rapaz, toda a sua angústia e aflição com o final do relacionamento, me identifiquei muito com toda a situação, porém, é neste momento que, na prova de fogo, todo o caráter e a fé de um homem são testados.

Nessas horas, a dor é a mesma para todos, ninguém sofre mais ou menos e não é um coração apertado que justifica atitudes violentas e descontroladas. Analisando friamente, as pessoas costumam compensar a sua baixa auto-estima e suas fraquezas através de um relacionamento, terceirizando decisões que precisam tomar e envolvendo-se de tal forma nesta trama que suas vidas não teriam mais sentido caso o relacionamento acabasse.

Nos momentos em que o coração fala mais alto que a razão, acho que a melhor opção é sentar e não fazer nada, procurar parentes e amigos para que lhe digam boas palavras, refletir sobre os erros, chorar e botar toda a energia pra fora....gritar, espernear, extravasar, afinal, até que provem o contrário, ninguém morreu de amor e sim de atitudes negativas.

Na minha jovem opinião, o AMOR é algo muito especial, por isso, devemos ter muito cuidado quando dizemos que amamos uma pessoa, pois a banalização desta palavra acaba por desvalorizar todo o valor que está embutido neste sentimento; o meu amor é algo MUITO caro e importante, sorte dos que puderam (e poderão) tê-lo um dia.

Auto-estima é tudo, principalmente quando você se conhece bem. Se você não se gosta, não se valoriza, quem fará isso por você? As pessoas que se amam e se gostam criam um campo de atração ao seu redor, ao invés de desperdiçarem energia pensando em besteira, cuidam delas mesmas, se embelezam e se qualificam para que outras pessoas se aproximem e as admirem.

A juventude hoje vive uma crise de auto-estima, os valores estão sendo substituídos por vícios e pela permissividade exagerada, sem rumo e sentido. Parecem buscar a dor e não o amor!

Sinto muito por esse rapaz que perdeu a sua vida neste trágico incidente e mais ainda pela jovem Eloá que se tornou vítima da DOR de uma pessoa e não do AMOR. Sinto por ele não ter encontrado em seu caminho pessoas de bem que pudessem ter lhe dirigido palavras de conforto, sinto por sua baixa auto-estima que lhe levou a confundir/comparar esses dois sentimentos tão diferentes.

Para mim resta agora tirar uma grande lição de tudo isto: AMOR <> DOR, se um relacionamento machuca mais do que alegra então não é amor e sim dor.

Já rabisquei meus objetivos na parede, sei muito bem quem eu sou e o que quero, isso é muito importante. Pra frente é que se anda e por fim, "o que é do homem o bicho não come", se o relacionamento está num momento de crise, das duas uma: não era pra ser ou o tempo vai passar e as coisa voltarão ao normal.

Tenha fé e amor no coração!! O amor não é dor !!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Lições sobre liderança

Desde que comecei a trabalhar, tenho uma grande dúvida em minha mente: o que garante a uma pessoa dentro de uma organização (empresarial ou não) o status e o poder de chefia de liderança?

Com o passar do tempo fui descobrindo que existem diversos tipos de poder, bem como, várias formas de assumir este tal poder. Alguns exemplos: poder de coação/punição, recompensa, conhecimento, persuasão, carismático e legítimo.

Na prática fui descobrindo quais modelos funcionam melhor em cada situação e que não existe uma única fórmula ótima (tipo receita mágica) para todas as ocasiões; as demandas são contingenciais.

A imagem de líder genuino que tenho em minha mente é daquele coleguinha de infância que era o "chefe da galera da rua". Entre os meninos, geralmente, ele é o melhor jogador de futebol e na hora de fazer a divisão dos times, quem é escolhido por ele garante status entre a galera.

Além do futebol, quando rola algum tipo de briga ou quebra pau com outros meninos (geralmente da rua ao lado ou do outro prédio), ele é o que vai na frente e briga melhor. Quem nunca ouviu isso na vida: oh, se você me bater eu vou chamar o Leco pra te pegar, entendeu?

Fora essas suas habilidades práticas, que lhe garantem credibilidade, ele também é um exímio tomador de descisões, tem personalidade forte. Ele é aquele que dá a palavra final quando a galera tá pensando no que fazer domingo a tarde, ele é quem dá as melhores idéias.

A coesão e organização da "galera" (grupo) é sintonizada pela sua presença, quando "o cabeça" não pode sair pra brincar parece que tudo fica muito estranho e as brincadeiras já não tem tanta graça, pois ele é o elo de ligação desta equipe.

Diz a lenda que verdade de criança é a mais pura que existe, por isso acho que essa definição de líder, pelo menos pra mim, é bem convincente. É claro que, em um primeiro momento, ela pode parecer meio grosseira, porém, para compreender a sua força é preciso refletir um pouco sobre os interesses das crianças.

Entre os adultos as relações estão permeadas por diversos tipos de interesses: comerciais, de carreira, perversos, monetários, sexuais, etc. O interesse das crianças está no campo da diversão do bem-estar, segurança e felicidade, valores que tanto buscamos atualmente e que, entre elas, não podem ser obtidos ou influenciados por fatores materiais.
Mesmo em um contexto diferente de demandas sociais, continuo acreditando nesse exemplo de liderança, canso de ver pessoas formadas em Administração de Empresas (a ciência agregadora das ciências humanas) patinando nas relações interpessoais, principalmente quando ocupam cargos de gerência. QE (quociente emocional) muito baixo, dinheiro e tempo investidos em uma formação sem se quer conseguir entender que o centro das ciências humanas está nas relações interpessoais.
Fatos recentes de minha vida profissional me fizeram refletir sobre dois aspectos importantes de um líder:
1) O líder é um exemplo, alguém que as pessoas admiram, uma fonte de inspiração. Sem isso sua credibilidade some e as portas estão abertas para os conflitos e conspirações.

2) Ele é o elo de ligação entre o grupo a cola que une as partes e garante o trabalho em equipe.

É triste ver como alguém, pouco a pouco, perde as rédeas (no bom sentido) de uma equipe, como não percebe que, dia após dia, mesmo em pequenos atos mal pensados, sua liderança se desgasta e os conflitos começam a brotar como uma erva daninha.

Boa mesmo era a liderança dos meus vários colegas de infância que estavam a frente das "galeras da rua"!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

MEIA MARATONA DO RIO 2008 - 12/10/08

O que falar sobre correr...liberdade, força, superação, vida! Bom, se correr já é muito bom, imagine só como é tendo a cidade maravilhosa como cenário desse espetáculo!

Foi a minha primeira visita ao RIO e, apesar de chegar na cidade com uma opinião formada em grande parte pelas notícias dos telejornais, me surpreendi com o que vi.

O lugar é mesmo lindo e o percurso da corrida foi maravilhoso. Apesar de ter me comprometido em curtir mais a paisagem do que buscar um bom tempo de corrida, ao descer a avenida Niemeyer e chegar em Ipanema (nem vi o Leblon), não consegui me conter. Logo após a largada, contornávamos o morro do Vidigal; pura tenção. É impressionante como as pessoas ficam empolgadas com o "clima" da corrida, algumas nervosas param pra fazer xixi, outras empolgadas gritam hinos de guerra e muitas apressadas respiram fundo e simplesmente correm.

Quando percebi, já havia me libertado do bolo da largada e estava em Copacabana a toda a velocidade, recebendo o incentivo das pessoas que assistiam a corrida e sendo abençoado pela brisa gostosa que vinha do mar.

Depois disso já era corrida mesmo...nada de curtir paisagem, minha guerra era contra um carinha que eu carregava no pulso....esse tal de relógio! Objetivo: baixar meu tempo da meia maratona de São Paulo.

Muita gente ficou pra trás, outros passavam a frente e me motivavam cada vez mais; os nervos estavam aquecidos e a respiração, levemente confortável. Muita, mas muita água na cabeça pra baixar a temperatura....estava chegando no aterro do flamengo. Lá o clima já era de festa, todo o aparato da corrida montado para receber os "guerreiros" que a completavam.

Bom, daí em diante só me lembro de ver a placa do km 20...que alívio, tirei a camisa e num último sprint possível naquele dia corri o km mais rápido de minha vida.

Cruzei a linha de chegada e não parei mais, o carinha do meu pulso marcava 01:35:12 líquido, saí andando sem parar, aliviado e MUITO FELIZ, estava bem fisicamente, sem dores, só um pouco cansado. Baixei meu tempo em cerca de 3 minutinhos; poderia ter sido melhor se eu estivesse mais concentrado.

Algumas horas depois já estava na praia de Ipanema tomando um bom banho de mar, pra descarregar o resto das energias velhas que me sobraram e, logo após, receber o abraço gostoso do Sol no Rio de Janeiro.

Running it's my life!!!

Obs: Minha chegada, eu apareço no 01:50:03, sem camisa atrás do cara de vermelho no canto esquerdo.