segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A minha história é Fo$#@da!!!

Um dia desses as circunstâncias da vida me fizeram refletir sobre algumas comparações que costumamos fazer quando passamos por momentos de ansiedade ou depressão; sabe como é, aquele velho dia de sol cinza.

Não é difícil me pegar fazendo comparações entre a minha vida (passado e presente) com a história dos outros. Conquistas, dificuldades, amores, prazeres, provações, sempre estamos procurando comparar para termos uma referência sobre nós mesmos; seja para menosprezar o trabalho do outro ou para depreciar a nossa própria história, uma hora ou outra todo mundo já fez isso.

Foi num momento louco destes que lembrei de uma música do Rappa que fala assim: "[...] pois a vitória de um homem as vezes se esconde, no gesto forte que só ele pode ver". Ah, nesse momento isso soou pra mim como o ranger de portas se abrindo...enfim eu superava mais uma barreira em minha vida e podia enxergar mais longe.

Chega de comparações, de que fulano é isso, de que a história dele é de bandido, de mocinho ou de playboizinho, chega! Fo%$#$#da mesmo é a minha história! O meu corre é de guerreiro.

Pelo que eu passei, ninguém passou...nas dores e amores, nos sonhos e temores foi o meu coração que bateu forte, o meu sangue que ferveu e a minha razão que decidiu entre o certo e o errado. Ninguém viveu nada por mim, essa é a minha vida, minha verdade, minha história...e te digo, ela é Fo%$#$#da!

Um dia todo mundo passa pela sua prova de fogo, cada um do seu jeito, cada um na sua realidade, cada um no seu mundo e em busca da sua verdade. Quem sofreu mais, Jesus na cruz ou Judas no travesseiro? Quem sabe você, trabalhador ou bandido, corajoso ou covarde?

Bote fé amigo, "a sua história é que é Fo%$&#da de verdade", isso não é muleta ou pretexto pra "fazer merda", lute com fé, honra e de coração aberto, eu sei que você pode.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O amor é uma dor?

Impossível passar indiferente em relação ao sequestro passional que acabou com um final trágico na cidade de Santo André; trágico para os "dois jovens" que perderam suas vidas neste incidente.

Acompanhando o caso dia a dia, tentei refletir sobre o que estaria movendo o rapaz a tomar uma atitude com essas proporções: seria amor ou dor?

O interessante é que no decorrer do caso, tive uma experiência parecida com a de Lindemberg, o fim (ou um tempo, quem sabe) de um relacionamento em que eu estava muito envolvido. Ao escutar as palavras do rapaz, toda a sua angústia e aflição com o final do relacionamento, me identifiquei muito com toda a situação, porém, é neste momento que, na prova de fogo, todo o caráter e a fé de um homem são testados.

Nessas horas, a dor é a mesma para todos, ninguém sofre mais ou menos e não é um coração apertado que justifica atitudes violentas e descontroladas. Analisando friamente, as pessoas costumam compensar a sua baixa auto-estima e suas fraquezas através de um relacionamento, terceirizando decisões que precisam tomar e envolvendo-se de tal forma nesta trama que suas vidas não teriam mais sentido caso o relacionamento acabasse.

Nos momentos em que o coração fala mais alto que a razão, acho que a melhor opção é sentar e não fazer nada, procurar parentes e amigos para que lhe digam boas palavras, refletir sobre os erros, chorar e botar toda a energia pra fora....gritar, espernear, extravasar, afinal, até que provem o contrário, ninguém morreu de amor e sim de atitudes negativas.

Na minha jovem opinião, o AMOR é algo muito especial, por isso, devemos ter muito cuidado quando dizemos que amamos uma pessoa, pois a banalização desta palavra acaba por desvalorizar todo o valor que está embutido neste sentimento; o meu amor é algo MUITO caro e importante, sorte dos que puderam (e poderão) tê-lo um dia.

Auto-estima é tudo, principalmente quando você se conhece bem. Se você não se gosta, não se valoriza, quem fará isso por você? As pessoas que se amam e se gostam criam um campo de atração ao seu redor, ao invés de desperdiçarem energia pensando em besteira, cuidam delas mesmas, se embelezam e se qualificam para que outras pessoas se aproximem e as admirem.

A juventude hoje vive uma crise de auto-estima, os valores estão sendo substituídos por vícios e pela permissividade exagerada, sem rumo e sentido. Parecem buscar a dor e não o amor!

Sinto muito por esse rapaz que perdeu a sua vida neste trágico incidente e mais ainda pela jovem Eloá que se tornou vítima da DOR de uma pessoa e não do AMOR. Sinto por ele não ter encontrado em seu caminho pessoas de bem que pudessem ter lhe dirigido palavras de conforto, sinto por sua baixa auto-estima que lhe levou a confundir/comparar esses dois sentimentos tão diferentes.

Para mim resta agora tirar uma grande lição de tudo isto: AMOR <> DOR, se um relacionamento machuca mais do que alegra então não é amor e sim dor.

Já rabisquei meus objetivos na parede, sei muito bem quem eu sou e o que quero, isso é muito importante. Pra frente é que se anda e por fim, "o que é do homem o bicho não come", se o relacionamento está num momento de crise, das duas uma: não era pra ser ou o tempo vai passar e as coisa voltarão ao normal.

Tenha fé e amor no coração!! O amor não é dor !!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Lições sobre liderança

Desde que comecei a trabalhar, tenho uma grande dúvida em minha mente: o que garante a uma pessoa dentro de uma organização (empresarial ou não) o status e o poder de chefia de liderança?

Com o passar do tempo fui descobrindo que existem diversos tipos de poder, bem como, várias formas de assumir este tal poder. Alguns exemplos: poder de coação/punição, recompensa, conhecimento, persuasão, carismático e legítimo.

Na prática fui descobrindo quais modelos funcionam melhor em cada situação e que não existe uma única fórmula ótima (tipo receita mágica) para todas as ocasiões; as demandas são contingenciais.

A imagem de líder genuino que tenho em minha mente é daquele coleguinha de infância que era o "chefe da galera da rua". Entre os meninos, geralmente, ele é o melhor jogador de futebol e na hora de fazer a divisão dos times, quem é escolhido por ele garante status entre a galera.

Além do futebol, quando rola algum tipo de briga ou quebra pau com outros meninos (geralmente da rua ao lado ou do outro prédio), ele é o que vai na frente e briga melhor. Quem nunca ouviu isso na vida: oh, se você me bater eu vou chamar o Leco pra te pegar, entendeu?

Fora essas suas habilidades práticas, que lhe garantem credibilidade, ele também é um exímio tomador de descisões, tem personalidade forte. Ele é aquele que dá a palavra final quando a galera tá pensando no que fazer domingo a tarde, ele é quem dá as melhores idéias.

A coesão e organização da "galera" (grupo) é sintonizada pela sua presença, quando "o cabeça" não pode sair pra brincar parece que tudo fica muito estranho e as brincadeiras já não tem tanta graça, pois ele é o elo de ligação desta equipe.

Diz a lenda que verdade de criança é a mais pura que existe, por isso acho que essa definição de líder, pelo menos pra mim, é bem convincente. É claro que, em um primeiro momento, ela pode parecer meio grosseira, porém, para compreender a sua força é preciso refletir um pouco sobre os interesses das crianças.

Entre os adultos as relações estão permeadas por diversos tipos de interesses: comerciais, de carreira, perversos, monetários, sexuais, etc. O interesse das crianças está no campo da diversão do bem-estar, segurança e felicidade, valores que tanto buscamos atualmente e que, entre elas, não podem ser obtidos ou influenciados por fatores materiais.
Mesmo em um contexto diferente de demandas sociais, continuo acreditando nesse exemplo de liderança, canso de ver pessoas formadas em Administração de Empresas (a ciência agregadora das ciências humanas) patinando nas relações interpessoais, principalmente quando ocupam cargos de gerência. QE (quociente emocional) muito baixo, dinheiro e tempo investidos em uma formação sem se quer conseguir entender que o centro das ciências humanas está nas relações interpessoais.
Fatos recentes de minha vida profissional me fizeram refletir sobre dois aspectos importantes de um líder:
1) O líder é um exemplo, alguém que as pessoas admiram, uma fonte de inspiração. Sem isso sua credibilidade some e as portas estão abertas para os conflitos e conspirações.

2) Ele é o elo de ligação entre o grupo a cola que une as partes e garante o trabalho em equipe.

É triste ver como alguém, pouco a pouco, perde as rédeas (no bom sentido) de uma equipe, como não percebe que, dia após dia, mesmo em pequenos atos mal pensados, sua liderança se desgasta e os conflitos começam a brotar como uma erva daninha.

Boa mesmo era a liderança dos meus vários colegas de infância que estavam a frente das "galeras da rua"!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

MEIA MARATONA DO RIO 2008 - 12/10/08

O que falar sobre correr...liberdade, força, superação, vida! Bom, se correr já é muito bom, imagine só como é tendo a cidade maravilhosa como cenário desse espetáculo!

Foi a minha primeira visita ao RIO e, apesar de chegar na cidade com uma opinião formada em grande parte pelas notícias dos telejornais, me surpreendi com o que vi.

O lugar é mesmo lindo e o percurso da corrida foi maravilhoso. Apesar de ter me comprometido em curtir mais a paisagem do que buscar um bom tempo de corrida, ao descer a avenida Niemeyer e chegar em Ipanema (nem vi o Leblon), não consegui me conter. Logo após a largada, contornávamos o morro do Vidigal; pura tenção. É impressionante como as pessoas ficam empolgadas com o "clima" da corrida, algumas nervosas param pra fazer xixi, outras empolgadas gritam hinos de guerra e muitas apressadas respiram fundo e simplesmente correm.

Quando percebi, já havia me libertado do bolo da largada e estava em Copacabana a toda a velocidade, recebendo o incentivo das pessoas que assistiam a corrida e sendo abençoado pela brisa gostosa que vinha do mar.

Depois disso já era corrida mesmo...nada de curtir paisagem, minha guerra era contra um carinha que eu carregava no pulso....esse tal de relógio! Objetivo: baixar meu tempo da meia maratona de São Paulo.

Muita gente ficou pra trás, outros passavam a frente e me motivavam cada vez mais; os nervos estavam aquecidos e a respiração, levemente confortável. Muita, mas muita água na cabeça pra baixar a temperatura....estava chegando no aterro do flamengo. Lá o clima já era de festa, todo o aparato da corrida montado para receber os "guerreiros" que a completavam.

Bom, daí em diante só me lembro de ver a placa do km 20...que alívio, tirei a camisa e num último sprint possível naquele dia corri o km mais rápido de minha vida.

Cruzei a linha de chegada e não parei mais, o carinha do meu pulso marcava 01:35:12 líquido, saí andando sem parar, aliviado e MUITO FELIZ, estava bem fisicamente, sem dores, só um pouco cansado. Baixei meu tempo em cerca de 3 minutinhos; poderia ter sido melhor se eu estivesse mais concentrado.

Algumas horas depois já estava na praia de Ipanema tomando um bom banho de mar, pra descarregar o resto das energias velhas que me sobraram e, logo após, receber o abraço gostoso do Sol no Rio de Janeiro.

Running it's my life!!!

Obs: Minha chegada, eu apareço no 01:50:03, sem camisa atrás do cara de vermelho no canto esquerdo.